Mais um passo rumo à ciência das cavernas

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O corte de R$ 600 milhões de recursos que seriam usados para investir em pesquisas pelo Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovações é o recado de um governo que governa das cavernas levando seu povo ao estado medieval, aparentemente, com sucesso.

Mas, o estranho nisso é que o comando para o corte desse orçamento partiu do ministro da economia, Paulo Guedes, ironicamente, o mesmo, que cursou economia em universidade pública, que estudou na universidade de Chicago com uma bolsa mensal de estudos do CNPq (Conselho Nacional de Desenvolvimento científico e Tecnológico) e também, recebeu bolsa da Fundação Getúlio Vargas do Rio de Janeiro e ainda, recebeu bolsa da própria Universidade de Chicago para suas pesquisas.

O ataque à ciência que outrora iniciou nos causando risos, espanto e indignação desencadeados pela negação ao formato geóide (quase esférico) da Terra, passando pela negação da ocorrência da pandemia do covid19, depois com a negação em reconhecer a eficácia das vacinas e consequente submissão à vacinação agora nos paralisa e revolta com o corte em quase 90% dos recursos destinados à pesquisas em ciências e tecnologias que buscam melhorar a saúde, a educação, a segurança pública, a economia, o meio ambiente e o convívio social, entre outros.

O posicionamento do atual governo acerca da ciência, tecnologia e educação não é novidade, foi claramente explicitado durante o período eleitoral, apenas se coloca em prática o que foi prometido e aceito pela maioria votante que se propôs a pagar pra ver. O espanto vem daqueles que o assessoram e que fizeram uso da educação, da ciência, da tecnologia, das pesquisas para chegarem onde estão, para galgarem um posição acadêmica de prestigio em relação à maioria das pessoas.

As perdas da ciência e tecnologia se acumulam ao longo do ano, exemplo disto foram os vetos do presidente à Lei complementar no 177 de 12 de janeiro de 2021, inviabilizando o uso dos recursos do Fundo Nacional de Desenvolvimento da Ciência e Tecnologia (FNDCT) no financiamento de programas e projetos prioritários de desenvolvimento científico e tecnológico.

É inegável a importância das pesquisas, da ciência, da tecnologia para a melhoria da qualidade de vida, para o crescimento do pais, é inegável, mas para que isso aconteça os investimentos são necessários. Sem o conhecimento não aprendemos, não evoluímos, sem o conhecimento, caminhamos para sermos estátuas em uma praça pública com pombos defecando em nossas cabeças.

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